21.1.10

Em exibição


NAS NUVENS de Jason Reitman


Ryan Bingham (George Clooney) é um quarentão empedernido, misantropo e com fobia ao compromisso. A sua especialidade é despedir pessoas, reformulando as necessidades empresariais com vista à maximização de recursos. Por isso, está sempre a viajar em trabalho (com uma bagagem minimalista que leva para todo o lado), facto que aproveita para saciar a sua compulsão em coleccionar milhas aéreas. Porém, quando está prestes a atingir o objectivo das dez milhões de milhas como cliente regular, o patrão decide aplicar a Ryan o seu próprio conceito de maximização de recursos e mudar o método de trabalho, fazendo-o cumprir as suas funções através de vídeo-conferência.
A ideia de estar confinado a um escritório seria a mais aterradora de toda a sua carreira, não fosse algo ter mudado: Ryan acabou de conhecer Alex Goran (Vera Farmiga) e agora a perspectiva de assentar e começar uma família parece muito menos assustadora.
Baseado no romance homónimo de Walter Kirn, é a terceira longa-metragem de Jason Reitman, depois de "Obrigado por Fumar" (2005) e "Juno" (2008), foi nomeado nomeado para seis das principais categorias dos Globos de Ouro: melhores filme dramático, realizador, argumento, actor dramático (Clooney) e duas nomeações na categoria de melhor actriz secundária (Vera Farmiga e Anna Kendrick).

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CICLO ERIC ROHMER - LE GOÛT DE LA BEAUTÉ

Em sua homenagem a Medeia Filmes exibe, de 21 a 27 de Janeiro, no Teatro do Campo Alegre, o ciclo ERIC ROHMER - Le Goût de la beauté (título de um seu livro de ensaios). Começa com OS ENCONTROS DE PARIS, ainda dos anos 90, continua com “três títulos magníficos [com que Rohmer encerra a sua filmografia]: A INGLESA E O DUQUE (2001), espantoso exercício de cinema histórico alicerçado numa visão politicamente muito pouco correcta da Revolução Francesa [e um filme pioneiro na experimentação de efeitos especiais digitais]; AGENTE TRIPLO (2004), uma história de espiões em vésperas da Segunda Guerra Mundial filmada como uma estonteante guerra de palavras e aparências; OS AMORES DE ASTREA E DE CELADON (2007), adaptando de forma deliciosamente lírica um clássico da literatura francesa do séc. XVII.” (João Lopes, DN), e encerra com dois excelentes documentários sobre o realizador e a rodagem de um dos seus filmes.
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NÃO HÁ CRIMES PERFEITOS de James DeMonaco

As histórias cruzadas de três nova-iorquinos de um bairro pobre em busca de grandeza: Sully Halverson (Ethan Hawke) é um desentupidor de fossas sépticas que odeia o que faz e que apenas pensa no futuro do seu filho prestes a nascer. Decidido a dar-lhe uma vida melhor que a sua, resolve assaltar o cofre de Parmie Tarzo (Vincent D'Onofrio), o chefe da máfia local cuja obsessão é ser lembrado por um feito grandioso. Implacável, ele é capaz de qualquer coisa para acabar com a concorrência. Enquanto isso, Jasper Sabiano (Seymour Cassel) é surdo-mudo, trabalha na loja de Parmie, ganhou o primeiro prémio nas corridas de cavalos e está sem saber o que fazer ao dinheiro...
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in Cinecartaz Público e Medeia Filmes

Serralves: Sessões 'Sabor do Cinema' - aos domingos a partir de 31 Janeiro

31 Jan - 28 Fev 2010 - AUDITÓRIO DE SERRALVES

«Atravessado pela longa sombra de certos desaparecimentos recentes - Llansol, Bausch, Cunningham -, cujo penoso luto algumas imagens luminosamente resgatam, mas também debruado por inquietudes fora do baralho finito das coisas da vida - Paulo Rocha, Christian Boltanski, Luis Buñuel, Saguenail - que desaguam em outras tantas explosões das formas cinematográficas, este MOMENTO XVII do ciclo O SABOR DO CINEMA oferece-se aos espectadores fiéis das projecções-conversa e a todos os que desejavelmente passarão a frequentar as nossas sessões como uma colecção de gestos radicais. Despretensiosa mas ambiciosamente, propomo-nos fazer dialogar o artifício de uma Lisboa retratada como uma república crepuscular na RAIZ DO CORAÇÃO com esse derradeiro esgar do expressionismo alemão que suporta O LAMENTO DA IMPERATRIZ, cruzar o encarceramento no mal-estar burguês encenado no ANJO EXTERMINADOR com as paredes de um apartamento deserto a que O APARTAMENTO DA RUA DE VAUGIRARD dá a palavra. Mas também acompanhar o processo de interrogação das figuras que, muito diferentemente, objectos como MA'S SIN e CHANGING STEPS ousam. E porque a diversidade não é inimiga da conversa, experimentamos - uma primeira vez para termos o prazer de reincidir - articular o nosso aceno de homenagem a Cunningham com um espectáculo - CÉDRIC ANDRIEUX - em que Jerôme Bell nos coloca perante as reflexões biográficas de um intérprete cujo percurso é, em parte importante, memória viva do coreógrafo americano.»

in Serralves

19.1.10

'Sobre Água' - 4 curtas portuguesas no Teatro Campo Alegre

Se não viu, tem ainda esta quarta-feira, 20 de Janeiro, em exibição, no Teatro do Campo Alegre, SOBRE ÁGUA, um filme-que-junta-quatro-filmes, que os melhores festivais, lá fora e cá dentro, seleccionaram, viram e premiaram.

E também poderá assistir e participar na conversa com os realizadores RODRIGO AREIAS (autor de CORRENTE, e responsável por esta escolha) e ANDRÉ GIL MATA (autor de ARCA DÁGUA), na sessão das 18h30.

Apareça

in Medeia Filmes

PÚBLICO: Cinema Nun"Álvares ocupado a 35 por cento

O Cinema Nun"Álvares, que reabriu na semana anterior ao Natal após quatro anos de inactividade, tem registado uma taxa de ocupação média entre os 30 e os 40 por cento dos seus 192 lugares, com a exibição de Avatar, de James Cameron, em 3D.

Elias Macovela, o empresário responsável pelo regresso ao cartaz desta histórica sala de cinema inaugurada em 1949, diz-se "muito satisfeito" com "a reacção positiva" dos espectadores que têm escolhido ver o mediático e bem sucedido filme de James Cameron no Nun"Álvares. "As pessoas vêm muito em família ou em grupo, felicitam-me pela reabertura da sala e pedem-me que exiba mais filmes deste género para que o cinema não volte a fechar", diz o exibidor. (continuação)

18.1.10

Ciclo 'Eric Rohmer - Le Goût de la beauté' no Teatro do Campo Alegre

«Cineasta da palavra, esteta dos sentimentos, “irmão mais velho” entre os realizadores da “nouvelle vague”, e ainda escritor e crítico (dirigiu os Cahiers du Cinéma numa época extraordinária para a história do cinema), Eric Rohmer foi “um cineasta excepcional” e a sua obra é “um tratado [sobre a natureza humana]. Indispensável e inimitável.” (Luís Miguel Oliveira, Público).

Em sua homenagem a Medeia Filmes exibe, de 21 a 27 de Janeiro, no Teatro do Campo Alegre, o ciclo ERIC ROHMER - Le Goût de la beauté (título de um seu livro de ensaios). Começa com OS ENCONTROS DE PARIS, ainda dos anos 90, continua com “três títulos magníficos [com que Rohmer encerra a sua filmografia]: A INGLESA E O DUQUE (2001), espantoso exercício de cinema histórico alicerçado numa visão politicamente muito pouco correcta da Revolução Francesa [e um filme pioneiro na experimentação de efeitos especiais digitais]; AGENTE TRIPLO (2004), uma história de espiões em vésperas da Segunda Guerra Mundial filmada como uma estonteante guerra de palavras e aparências; OS AMORES DE ASTREA E DE CELADON (2007), adaptando de forma deliciosamente lírica um clássico da literatura francesa do séc. XVII.” (João Lopes, DN), e encerra com dois excelentes documentários sobre o realizador e a rodagem de um dos seus filmes.

A Atalanta Filmes, que já editara uma caixa com a série SEIS CONTOS MORAIS, acaba de fazer sair uma caixa com a integral de COMÉDIAS E PROVÉRBIOS.


ERIC ROHMER - Le Goût de la beauté

(homenagem a Eric Rohmer, 1920-2010)


Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre

quinta, 21 Janeiro, LES RENDEZ-VOUS DE PARIS / OS ENCONTROS DE PARIS

sexta, 22 Janeiro, L'ANGLAISE ET LE DUC / A INGLESA E O DUQUE

sábado, 23 Janeiro, TRIPLE AGENT / AGENTE TRIPLO

domingo, 24 Janeiro / segunda, 25 Janeiro, LES AMOURS D'ASTRÉE ET DE CELADON / OS AMORES DE ASTREA E CELADON

terça, 26 Janeiro, ERIC ROHMER, PREUVES À L'APPUI, de André Labarthe

quarta, 27 Janeiro, LA FABRIQUE DU CONTE D'ÉTÉ, de Jean-André Fieschi


filmes legendados em português

sessões às 18h30 | 22h

Preço único: 3,50 euros

Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre

Rua das Estrelas, s/n

Tel. 226 063 000

in Medeia Filmes

'Nosferatu' @ Clubbing Casa da Música


Sábado | 23 Janeiro | 22h

Talvez o Drácula mais tenebroso da história do cinema, é o que retrata o primeiro filme de sempre dedicado à personagem criada por Bram Stoker. Realizado sob a influência do Expressionismo alemão, Nosferatu estreou em 1922 e tornou-se objecto de culto até hoje. Wolfgang Mitterer, Compositor Associado 2010, acrescenta-lhe uma nova banda sonora e acompanha a projecção do filme mudo.

Nosferatu filme de F. W. Murnau
Wolfgang Mitterer órgão e electrónica

7.5 EUR *Bilhete com acesso ao Clubbing Outros Espaços
ÁUSTRIA 2010

in Casa da Música

Grande Porto: Margens da Crise: Terá o Porto a sua Cinemateca?

por Mario Dorminsky (15.01.10)
O nosso mercado de distribuição cinematográfico é extremamente limitado. E, segundo as últimas estatísticas fornecidas pelo Instituto de Cinema, o número de espectadores em Portugal, que já é dos menores da Europa, reduziu cerca de 800 mil em 2009. (ver mais)

15.1.10

Em exibição



O LAÇO BRANCO de Michael Haneke

A acção decorre durante os 15 meses que precedem a I Guerra Mundial. A história é contada por um narrador que, tendo presenciado alguns dos factos, tenta encontrar fundamentos e justificações para os anos posteriores da História do seu país.
Numa aldeia remota, no Norte da Alemanha, vários incidentes vão retirar os seus habitantes da calma monotonia a que se habituaram. Esses eventos, de grande violência, parecem ser rituais punitivos justificados pela fervorosa religião protestante. Até que o professor da aldeia (Christian Friedel) começa a tentar perceber o terrível segredo por detrás de tudo...
Filmado a preto e branco, é, segundo as próprias palavras de Michael Heneke, um filme sobre "a origem de todo tipo de terrorismo, seja ele de natureza política ou religiosa".
Foi o grande vencedor da Palma de Ouro na 62.ª edição do Festival de Cannes e é o candidato alemão para o Óscar de melhor filme estrangeiro.

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NOVE de Rob Marshall

Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um famoso realizador que se vê confrontado com uma profunda crise de meia-idade. A sua criatividade ressente-se com os dilemas pessoais e, a meio de um filme, sente-se a desabar. E as sete mulheres da sua vida parecem só acrescentar desequilíbrio à sua já instável existência: a esposa dedicada (Marion Cotillard), a amante (Penélope Cruz), a musa dos seus filmes (Nicole Kidman), a melhor amiga (Judi Dench), uma jornalista de moda (Kate Hudson), uma prostituta (Stacy Ferguson) e, finalmente, a sua mãe (Sophia Loren).
Um filme de Rob Marshall, adaptado do famoso musical homónimo da Broadway e uma homenagem ao grande clássico "8 ½", em que Fellini se auto-retrata como um cineasta em crise.
O filme está nomeado para cinco Globos de Ouro (a 17 de Janeiro): melhor comédia, actor em comédia (Daniel Day-Lewis), actriz (Marion Cotillard), actriz secundária (Penélope Cruz) e tema original.

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SOBRE ÁGUA de Edgar Pêra, Rodrigo Areias, André Gil Mata e F. J. Ossang

«Esta sessão agrupa quatro filmes que partilham uma forma de criação e produção semelhante, independentemente do orçamento de cada um destes filmes ser radicalmente diferente. Agrupa duas gerações de realizadores diferentes que partilham as mesmas angústias, a mesma vontade de filmar, de não perder o poder mágico da película, de partilhar visões poéticas do nosso mundo. Escolhi estes quatro filmes pela convergência temática, e por serem filmes marcantes em mais uma fase do nosso processo enquanto colectivo.» Rodrigo Areias – Bando à Parte.

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in Cinecartaz Público e Medeia Filmes

13.1.10

projecção com banda sonora ao vivo @ Maria vai com as outras

in Maria vai com as outras

Festival Internacional de Cinema de Artes Performativas @ Contagiarte

Uma parceria com a associação TERRA NA BOCA

16 de Janeiro, Sábado, 22h30

Extensão da 1ª edição do FICAP decorrida em 2008 em Lisboa. Com uma selecção de filmes de Frederico Corado. (esta extensão da 1ª edição do FICAP prolongar-se-á até ao final de Janeiro de 2010, com projecções nos dias 23 e 30 de Janeiro, no Contagiarte).

FICAP é uma organização da Entrar em Palco - Associação Cultural com a colaboração do Museu Nacional do Teatro.


"So You Can Dance", de Nikos Dayandas e Stelios Apostelopoulos, 27m (Grécia)

O performer e coreografo italiano Luca Silvestrini vai até Atenas para criar o primeiro projecto coreográfico de dança comunitária da Grécia. Seguimos Luca enquanto visita infantários, escolas e lares de terceira idade para recrutar e aprovar os seus bailarinos.
Mas apenas uns dias antes do espectáculo, a situação entra em espiral para fora de controlo com as crianças a brincar, os mais idosos a esquecerem-se dos seus passos e os de meia-idade a começarem a entrar em lutas. Luca está à beira de um ataque de nervos.



"Lüber In Der Luft", de Anna-Lydia Florin, 81m (Suíça)

No seu trabalho, o artista de performance Heinrich Lüber convida-nos a integrar a poesia no nosso dia-a-dia. "Lüber nas alturas" é uma viagem ao mundo do artista de performance Heinrich Lüber, no qual questiona o mundano e transforma os sonhos em realidade.


12.1.10

JPN: Aos 30 anos, o "Fantas" está "em festa" e aposta no cinema português

De 22 de Fevereiro a 7 de Março, o cinema regressa ao Rivoli. A abertura do festival cabe a "Solomon Kane", de Michael J. Basset, com produção de Samuel Hadida, um dos convidados confirmados.

O Fantasporto comemora o seu 30.º aniversário e, apesar de não ser tempo para grandes farturas, o festival está "em festa". Afinal, "não é todos os dias que um evento cultural faz 30 anos", regozijou-se, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, Mário Dorminsky, um dos directores do certame. "E com a mesma estrutura original!", alertou, apontando para os companheiros da organização Beatriz Pacheco Pereira e António Reis. (ver mais)

11.1.10

Ciclo de Cinema Português @ Faculdade Belas Artes

in AEFBAUP

Cineclube de Joane: Ciclo Marguerite Duras

ciclo Marguerite DURAS
(Janeiro e Fevereiro de 2010)


JANEIRO

12 de Janeiro de 2010 (3.ª feira)

MARGUERITE DURAS _ documentário de Solveig Nordlund (Suécia, 1995, 56’)
+
HIROSHIMA MON AMOUR de Alain Resnais (França-Japão, 1959, 86 min.)

14 de Janeiro de 2010

AQUELE AMOR de Josée Dayan (França, 2001, 100 min.)
+
En Rachâchant Jean de Marie Straub e Daniele Huilet (França, 1982, 7 min.)


FEVEREIRO

18 de Fevereiro de 2010

INDIA SONG de Marguerite Duras (França, 1975, 120 min.)

19 de Fevereiro de 2010 (6.ª feira)

SON NOM DE VENISE DANS CALCUTTA DESERT de Marguerite Duras (França, 1976, 120 min.)
(NOTA: Sessão sujeita a confirmação)

20 de Fevereiro de 2010 (Sábado)

LA MUSICA, encenação de Solveig Nordlund
(+) sessões sujeitas a confirmação

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A encenação de La Musica por Solveig Nordlund (estreia no CCB em Janeiro, Casa das Artes em 20 de Fevereiro) deu-nos um óptimo pretexto para mergulhar no universo fascinante de Marguerite Duras. Exploraremos, através da programação de 5 sessões (distribuídas pelos meses de Janeiro e Fevereiro), alguns dos seus filmes fundamentais (India Song e o seu reverso: Son Nom de Venise Dans Calcutta Désert); será exibido um documentário de Solveig Nordlund com duas entrevistas a Duras, realizadas em 1985 e 1993; Hiroshima Mon Amour, realizado por Alain Resnais, um dos títulos maiores da história do Cinema e que Marguerite Duras considera seu (escreveu o argumento e assinou uma espécie de co-autoria) abrirá a programação; explorando uma das relações amorosas incontornáveis de Duras, marcada pela desmesura, exibiremos Aquele Amor, filme escrito por Yann Andréa, o companheiro dos últimos anos de Duras (os dois conheceram-se numa projecção de Índia Song e ele bombardeou-a com cartas, às vezes uma por dia, até iniciarem a relação).

Passarão por aqui todos os temas que os seus livros e os filmes desenvolveram: a memória da infância e da adolescência na Indochina (Duras afirma no documentário-entrevista que esse período é responsável pela produção de toda a sua obra), o colonialismo que imperava nesse território e que tanto a fascinou, os amores irrealizáveis, a solidão, a morte e a feminilidade. E claro, Marguerite Duras como o núcleo aglutinador da sua própria obra.

Ninguém melhor que a própria Duras definiria o seu Cinema e o que a impelia;

A propósito do díptico India Song/Son Nom de Venise Dans Calcutta Désert:

“Penso que é nessa escolha, de fazer Son Nom de Venise Dans Calcutta Désert, nesta ideia súbita – um dia acordo e digo-me: É necessário que faça esse filme -, esta enorme incongruência, é lá que estou se estou em algum lado. Se me quer definir, penso que é aí que é necessário procurar. Nesta aposta, nesta aposta que faço contra mim mesma, de desfazer aquilo que fiz. É aquilo que chamo avançar”.

DN: Cinema Nun'Álvares atrai os vizinhos

Histórica sala reabriu há cerca de três semanas e voltou a ser o único cinema tradicional da cidade

«O histórico Cinema Nun'Álvares voltou a acender as luzes há apenas três semanas, mas o balanço já é "muito positivo". A reabertura da sala portuense reavivou sentimentos nos cinéfilos que ali puderam ver filmes até Janeiro de 2006 - data em que a despedida se fez dos sons e imagens de Oliver Twist, de Roman Polansky -, mas está também a suscitar o empenho de moradores e organismos em redor. "Trabalhamos já com a Associação de Estudantes das Faculdades aqui à volta e as pessoas têm vindo ao nosso encontro para propor actividades e parcerias. Tem sido muito interessante", diz Elias Macovela, o jovem empresário angolano responsável pelo renascer do Nun'Álvares... » (ver mais)