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1.4.10

PÚBLICO: O cinema português nunca existiu tanto e com tão pouco

[31.03.10] O alerta lançado por um grupo de realizadores e produtores para o estado em que se encontra o cinema português fala em calamidade pública. A realidade não anda longe

Em 2009, o cinema português foi a retrospectiva de Pedro Costa na Tate Modern e a Palma de Ouro em Cannes para uma curta-metragem de João Salaviza, Arena, mais os 929 mil euros de receita de bilheteira de Amália, o Filme, e um possível blockbuster português falado em inglês, Second Life, que acabou por não sair das salas em ombros mas ainda assim fez 90 mil espectadores (desde 2004, só sete longas-metragens de produção nacional tiveram melhor desempenho). É muito, é pouco? É o que há, com o dinheiro que há: no ano passado, o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) investiu um total de 8 milhões de euros no apoio à criação e à produção cinematográfica. São cinco milhões a menos do que o dinheiro disponível em 2000 e 7,5 milhões a menos do que em 2001. Agora já sabemos do que falamos quando falamos da "catástrofe iminente" do cinema português - uma declaração de calamidade pública que levou mais de 2300 pessoas, encabeçadas por Manoel de Oliveira, a exigirem, no Manifesto pelo Cinema Português de há duas semanas e meia, "uma intervenção de emergência" da ministra da Cultura. (continua)

JPN: Cinema: "Pare, Escute e Olhe" estreia nas salas nacionais

[29.03.10] Documentário premiado de Jorge Pelicano, "Pare, Escute e Olhe", estreia em várias salas de cinema nacionais a 8 de Abril.

O documentário do realizador português Jorge Pelicano, "Pare, Escute e Olhe", apresentado e premiado nos festivais DocLisboa e Cine Eco em Outubro de 2009, vai estrear nas salas nacionais no dia 8 de abril.

O documentário conquistou já os prémios de Melhor Documentário Português e de Melhor Montagem, ambos no DocLisboa do ano passado, e em Seia, no Cine Eco, o Grande Prémio do Ambiente, o Grande Prémio da Lusofonia, e o Prémio Especial da Juventude. (continua)

22.3.10

PÚBLICO: Cineclube do Porto quer levar o cinema para as ruas da cidade

[22.03.10] Regularização da dívida de 50 mil euros ao Instituto do Cinema e do Audiovisual e início de novas actividades são as prioridades

Um mês após a nova direcção do Cineclube do Porto ter tomado posse, os seus membros traçaram como prioridades a regularização da dívida ao Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), de cerca de 50 mil euros, que as Finanças já deram ordem de execução, e o arranque das actividades regulares do clube. O presidente, José António Cunha, em conversa com o PÚBLICO, mostrou-se optimista quanto ao futuro da associação e sublinhou que, no espaço de um ano, "não chega ter as dívidas a zero". O responsável pelo clube quer ter as contas "com saldo positivo". (continua)

19.3.10

PÚBLICO: Governo aprovou criação da Casa do Cinema do Porto

[19.03.10] O Governo aprovou ontem, em Conselho de Ministros, a instituição definitiva da Casa do Cinema do Porto, através de um decreto-lei que altera o diploma orgânico da Cinemateca Portuguesa e coloca na sua dependência o "futuro centro de exibição cinematográfica". Segundo o comunicado do Ministério da Cultura (MC), esta é "a forma mais sustentável de atingir os objectivos pretendidos de responder às necessidades de alargamento da oferta de divulgação e da exibição de cinema" no Porto.

A direcção da Casa do Cinema do Porto será atribuída a um novo subdirector da Cinemateca Portuguesa, a nomear por decisão da direcção agora a cargo de Maria João Seixas.

A aprovação pelo Governo vem finalmente concretizar a reivindicação da cidade de ter uma cinemateca, que foi expressa há dois anos através de uma concorrida petição pública, e que chegou a ser prometida pelo anterior ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, para abrir em 2009, o que não veio a verificar-se. Contudo, os termos em que o novo equipamento é anunciado - "um centro de exibição cinematográfica" - parece deixar de parte a sua dotação com o serviço documental e de arquivo fílmico, facto que não foi possível confirmar junto da delegação do Norte da Cultura. (continua)

8.3.10

PÚBLICO: "Estado de Guerra" é o Melhor Filme com seis Óscares

[08.03.10] Com "Estado de Guerra" já consagrado como o vencedor da noite dos Óscares, o prémio de Melhor Filme foi para o filme de Kathryn Bigelow, que assim conseguiu seis Óscares e bateu James Cameron e o Golias de bilheteira e produção "Avatar. Esta foi a primeira vez que uma mulher venceu um Óscar na categoria de Melhor Realizador.

«"Estado de Guerra" fora já o grande vencedor dos Bafta - Melhor Filme, Realizador, Argumento Original, Montagem, Fotografia e Som - e com a sua magra receita de bilheteira de 15,4 milhões de euros (em comparação com os 1,5 mil milhões de euros de "Avatar") é um vencedor na clássica luta entre um David e um Golias cinematográficos que representam dois tipos diferentes de produção fílmica.

O filme sobre uma brigada de desarmamento de minas no Iraque e sobre um militar que tem uma forma especial de lidar com o stress de guerra bateu a fantasia futurista e ecológica de "Avatar" e oito outros filmes nomeados.

A contabilidade dos Óscares de 2010 dá a vitória a "Estado de Guerra", com seis estatuetas - melhor filme, realizador, montagem, montagem de som, mistura de som e argumento original. O segundo filme mais premiado foi "Avatar", com três Óscares de categorias técnicas - direcção artística, fotografia e efeitos visuais.

"Precious" e "Crazy Heart" ficam ambos com dois prémios - melhor actriz secundária, Mo'Nique, e melhor argumento adaptado para "Precious"; melhor actor, Jeff Bridges, e melhor canção. "Up - Altamente" tem também duas estatuetas, a de melhor filme de animação e melhor banda sonora original. E "Um Sonho Possível", que se estreia no dia 25 em Portugal, fica com o Óscar de Melhor Actriz para Sandra Bullock.»

JPN: 30.º Fantasporto foi o que "mais público atraiu"

[08.03.10] Mais de 40 mil espectadores passaram, este ano, pela 30.ª edição do "Fantasporto", naquela que foi a que "mais público atraiu" em termos de ocupação da sala.

«Este ano, mais de 40 mil espectadores passaram pelos auditórios do Rivoli. Na noite de sábado, em plena sessão de encerramento, Mário Dorminksy, director do festival, traçou um balanço positivo das duas semanas.

O responsável diz que a 30.ª edição do "Fantas" foi "a que mais público atraiu, não em números absolutos, mas percentualmente" com "87 a 92% de ocupação da sala".

No entanto, a edição de 2008 contou com cerca de 50 mil visitantes com bilhete. A ausência da tenda Cidade do Cinema na Praça D. João I pode explicar esta descida.»

1.3.10

PÚBLICO: Ministra da Cultura oferece Casa das Artes mas Fantasporto recusa mudança

[01.03.10] A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, prometeu à organização do Fantasporto que o festival se poderia realizar na futura Casa do Cinema se a Câmara do Porto não ceder as instalações do Teatro Rivoli no próximo ano. Mário Dorminsky, um dos fundadores do evento, sublinhou a "gentileza", mas afirma que o espaço oferecido não cumpre os requisitos necessários para a realização do festival.

«Apesar da grande afluência de público, no fim-de-semana de abertura da trigésima edição do Fantasporto, mantêm-se as incertezas quanto à sala que albergará as próximas edições do festival.

Na sexta-feira, na sessão de abertura, Gabriela Canavilhas mostrou-se disponível para o diálogo com a organização e ofereceu as instalações do pólo da Cinemateca, que "abre no Porto até ao final deste ano", para receber o festival. Dorminsky assinala a "abertura ao diálogo" preconizada pela ministra. Contudo, encara uma possível deslocação para a Casa das Artes, na Rua de Guerra Junqueiro, onde será a sede da Cinemateca, como sendo um "retrocesso". O organizador entende que, após 30 anos, o festival, "reconhecido internacionalmente", teria que sofrer uma reestruturação que implicaria uma limitação em termos de público, tendo em conta que as dimensões do espaço em causa são mais reduzidas do que as do Rivoli.» (continua...)

28.2.10

JPN: Fantasporto 2010: Ministra da Cultura promete Cinemateca como possível "casa" para o festival

Na abertura oficial do 30.º Fantasporto, esquecem-se as "incertezas" sobre o futuro. Dorminksy faz um agradecimento especial ao público e à cidade e apelou ao apoio do Governo.

«Em dia de 30.º aniversário, esqueceram-se as amarguras. O Fantasporto arrancou, oficialmente, esta sexta-feira, com muitas palavras emocionadas e algumas promessas.

Enquanto Beatriz Pacheco Pereira, uma das directoras do festival, relembrava o "futuro incerto" das próximas edições do festival, e também Mário Dorminsky apelava ao "Governo e às autarquias" para apostarem no "Fantas", um investimento "seguro e com retorno", e agradecia à cidade do Porto o apoio, a Ministra da Cultura subiu ao palco para serenar corações.

"Se algum problema houver com o Rivoli e o Fantasporto", disse Gabriela Canavilhas, o "Fantas" terá "casa" certa na futura Cinemateca do Porto."» (continua)

21.2.10

JPN: Cineclube do Porto: Nova direcção arranca com exibição de filmes e sessões de formação

[19.02.10] Cineclube já tem nova direcção. Para Abril estão agendadas as primeiras projecções de filmes para comemorar o 65.º aniversário.

Depois das eleições de 6 de Fevereiro, em que a única lista candidata obteve uma vitória quase unânime entre os cerca de 25 votantes, a nova direcção do Cineclube do Porto, encabeçada por José António Cunha, já começou a arregaçar as mangas.

Retomar as actividades do Cineclube e saldar as contas são algumas das prioridades. As primeiras projecções de filmes estão agendadas para Abril, em jeito de comemoração dos 65 anos. Para além disso, estão programadas sessões de formação, não só na área do cinema, mas também nos sectores financeiros e jurídicos. (continua)

JPN: Fantasporto 2010: Apesar das dificuldades, a "festa" começa na próxima semana

[18.02.10] "Fantas" arranca segunda-feira. Mesmo sem tenda "Cidade do Cinema" na Praça D. João I, e com o Rivoli em risco no próximo ano, é tempo para continuar a "festa" e não a "estragar".

Este ano, o Fantasporto vai ficar reduzido ao espaço do teatro Rivoli. Ao contrário de edições anteriores, o festival celebra trinta anos sem a tenda "Cidade do Cinema" na Praça D. João I.

É já na próxima segunda-feira que o "Fantas" começa, com todas as exibições a serem realizadas no Rivoli. Esta quarta-feira, em conferência de imprensa, Mário Dorminsky, director do Fantas, mencionou a fragilidade financeira como justificação para as alterações. (continua)

18.2.10

JN: Fantasporto sem tenda na Praça D. João I

[18.02.10] Festival de cinema arranca no dia 22

Neste ano sem tenda montada na Praça D. João I, o Festival Internacional de Cinema do Porto vai fazer o teatro Rivoli rebentar pelas costuras.

A 30.ª edição do certame arranca no dia 22, com o pré-Fantas, e terá poucas estrelas entre os convidados. Abertura oficial a 26.

Michael J. Bassett e Samuel Hadida, respectivamente o realizador e o produtor de "Solomon Kane", filme a exibir na sessão de abertura oficial, foram as presenças confirmadas, ontem, em conferência de Imprensa, pela direcção do Fantasporto. O festival, que agora faz 30 anos, tem nesta edição uma diversidade de países nunca verificada na secção "Orient Express" e, em relação às últimas informações divulgadas, apresenta como novidade, entre outras, a inclusão do filme "The book of Eli", de Albert e Allen Hughes, com Denzel Washington e Gary Oldman. (continua)

PÚBLICO: Fantasporto 2010 abre no dia 26 com Salomon Kane

[18.02.10] O Fantasporto 2010 começa já no próximo dia 22, com sessões duplas em ambas as salas do Teatro Rivoli, mas a gala de abertura do festival está marcada para a noite de 26, com a exibição de Solomon Kane, de Michael J. Basset, em competição na secção de cinema fantástico.

Baseado na personagem criada, em 1928, pelo escritor de pulp fiction Robert E. Howard, o protagonista do filme, interpretado por James Purefoy, é um puritano inglês do século XVI, espécie de vingador solitário da época isabelina. Para o papel do pai de Salomon, Basset escolheu o veterano Max von Sydow.

Deliver Us From Evil, do dinamarquês Ole Bornedal, Heartless, do britânico Philip Ridley, Thisrt, do sul-coreano Park Chan-Wook, ou Embargo, do português António Ferreira, são outros filmes a concurso naquela que é a secção matricial do festival. (continua)

15.2.10

PÚBLICO: Pólo da Cinemateca deverá vir a chamar-se Casa do Cinema do Porto, diz a directora

[15.02.10] Maria João Seixas diz que edifício da Casa das Artes está bastante degradado e necessita de uma intervenção séria. Mas, reconhece, vai ter de servir

«A recém-empossada directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, ainda não sabe quando poderá tomar forma o prometido pólo portuense da instituição que dirige, mas garante que o projecto é mesmo para avançar. "Faz parte da agenda diária de trabalho", disse ontem ao PÚBLICO, adiantando que o equipamento deverá vir a chamar-se Casa do Cinema do Porto. "Gosto desse nome", comentou.

Depois de, na semana passada, ter visitado o edifício da Casa das Artes, onde o pólo da Cinemateca deverá ficar instalado, Maria João Seixas voltou ontem ao Porto para apresentar, no Museu de Serralves, o filme Lissabon Wuppertal Lissabon, dedicado à coreógrafa Pina Bausch. Aí, questionada pelo PÚBLICO, a directora da Cinemateca declarou estar "bastante entusiasmada" com a extensão da instituição que dirige ao Porto, embora reconhecendo que o trabalho está ainda muito no início. "É preciso tempo. Quando abrir, tem de ser com solidez, para ter continuidade", disse.

Maria João Seixas afirmou ainda que a Casa das Artes, desenhada por Souto Moura na década de 1980, "está bastante degradada e com falhas bastante à vista". Por isso, acrescentou, o edifício necessitará de uma "intervenção séria" e terá de ser "adaptado a um uso muito específico". Questionada sobre se o edifício da Rua de Ruben A serve para a instalação da cinemateca, a directora foi peremptória: "Vai ter de se adequar."» (continua)

LUSA: Casa das Artes precisa de obras de adaptação, diz Maria João Seixas

[14.02.10] A directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, disse hoje à Lusa que a Casa das Artes precisa de «uma intervenção de adaptação ao uso como Casa do Cinema do Porto», adiantando que será um processo «lento»

««O edifício precisa de ter uma intervenção de adaptação ao uso como Casa de Cinema do Porto o que exige algum tempo, alguns passos que se têm que dar com solidez», afirmou Maria João Seixas, que esta semana visitou a Casa das Artes onde ficará o Pólo da Cinemateca no Porto.

Em declarações à Lusa, a directora da Cinemateca Portuguesa admitiu que ficou «triste» com o estado da Casa das Artes, reforçando que «independentemente da degradação, há que conformar à Casa de Cinema do Porto aquele belíssimo projecto».

Maria João Seixas adiantou que o próximo passo, antes de iniciar a intervenção no edifício desenhado por Eduardo Souto Moura, é «uma reunião com o arquitecto», que ainda não tem data marcada.

«É lento, não é de um dia para o outro. Não posso dizer se são seis meses, um ano ou um ano e meio», disse, quando questionada sobre os prazos para a concretização do projecto, realçando que «não é só a casa, há muita coisa que tem que ser feita para ser um sucesso».(continua)

13.2.10

JN: Cineclube do Porto sai do "coma"

[13.02.10] Angariação de sócios, através de campanha de rua, é a primeira iniciativa da nova Direcção

«A nova Direcção do Cineclube do Porto está empenhada em tirar do "coma" aquela que é a associação mais antiga do género no país. Incertezas quanto à sede e uma grande dívida para pagar são os dois grandes problemas da recém-eleita equipa.

Actualmente com apenas 48 associados, o Cineclube do Porto inicia no final deste mês uma campanha de rua que visa, precisamente, angariar sócios. A iniciativa terá lugar em zonas estratégicas da cidade, sobretudo na Baixa, desenvolvendo-se em duas vertentes: será pedido às pessoas que assumam um compromisso simbólico, deixando-se fotografar com o cartaz alusivo à campanha e, por outro lado, que concretizem a sua inscrição no clube.

Assumindo o mesmo lema do site oficial "www.votecineclubedoporto.org", ainda em preparação, a campanha vai estender-se até 15 de Abril, dia em que começa a segunda iniciativa pública organizada pela recém-eleita Direcção do clube. Trata-se da comemoração do 65.º aniversário, que se prolonga por três dias. A ocasião será marcada pelo retomar das sessões de cinema e pela apresentação da nova linha de programação regular, subordinada a uma lógica de sessões duplas de "filmes em conflito", como referiu ao JN José António Cunha, o presidente.» (continua)

11.2.10

PÚBLICO: Fantasporto recebe menos apoio da Câmara do Porto e perde a tenda Cidade do Cinema

[11.02.10] Futuro da ocupação do Teatro Rivoli continua por decidir. Director do festival de cinema acredita que irá poder continuar a usar o espaço mas aguarda decisão.

«O protocolo que a Câmara do Porto celebrou, este ano, com a Cinema Novo, para a realização da 30.ª edição do Fantasporto, prevê um menor apoio financeiro por parte da autarquia ao festival de cinema fantástico da cidade. A "constatação" é de Mário Dorminsky, da direcção do festival. Quando o executivo camarário votou, a 26 de Janeiro, o protocolo anual de apoio ao Fantasporto, os valores apresentados no documento apontavam para um aumento do contributo financeiro da autarquia. Além da "comparticipação nas despesas do festival até ao montante de 30 mil euros", a câmara explicava que seria "concedido um acréscimo até ao montante de 60 por cento" daquele valor. Mário Dorminsky explica que não é bem assim. "São constatações que fazemos em relação àquilo que é o protocolo", justifica.

O director do Fantas explica que, este ano, ao contrário do que era habitual, a Cinema Novo terá que pagar custos com o pessoal do Rivoli, o que representa uma verba "na ordem dos 20.500 euros". "A câmara sempre pagou o pessoal do Rivoli e, este ano, nós vamos ter que fazê-lo. Além disso, no ano passado, a [empresa municipal] Porto Lazer pagou a tenda Cidade do Cinema e este ano não paga. Por isso, não haverá tenda mas sim o Espaço de Cinema, no 3.º piso do Rivoli. Parece que a câmara nos vai dar mais 60% do que o costume, quando, na prática, o subsídio que nos é dado fica reduzido a 16 mil, 17 mil euros", explica.» (continua)

CULTURA ONLINE: Fernando Lopes e Maria João Seixas na próxima sessão d´O Sabor do Cinema

A próxima sessão do ciclo O Sabor do Cinema, que se realiza em Serralves no dia 14 de Fevereiro, vai contar com a presença do cineasta Fernando Lopes e de Maria João Seixas, presidente da Cinemateca Portuguesa. (09.02.10)

«Fernando Lopes estará em Serralves para apresentar Lissabon Wuppertal Lisboa (1998, Portugal, 35'), documentário por ele realizado em 1998 e que acompanha a residência de três semanas da recém-falecida coreógrafa Pina Bausch e da sua companhia (Tanztheater Wuppertal) na cidade de Lisboa.

Ao longo de 35 minutos percorremos o trabalho de criação de uma nova peça de Pina Bausch, desde o workshop inicial em Lisboa até à estreia em Wuppertal. Na mesma sessão será exibido O Lamento da Imperatriz (1990, RDA, 106'), um filme dirigido por Pina Bausch em 1990.

Sobre este filme diz Regina Guimarães, da associação Os Filhos de Lumière: “o filme-laboratório O Lamento da Imperatriz autoriza-nos um olhar peculiar - de dentro - sobre os derradeiros esgares do expressionismo alemão que, encavalitado na linguagem essencialmente transgressiva da dança, parece partir de Wuppertal para o mundo, impregnando tudo quanto olhamos e nos vê. De um grande artista se pode dizer, sem pompa circunstancial, que, depois do seu sopro, nunca mais as coisas respiram da mesma maneira...”

Até 28 de Fevereiro, sempre aos domingos, pelas 16h, o Auditório de Serralves continuará a apresentar O Sabor do Cinema, com programação da associação Os Filhos de Lumière, que promove, antes da apresentação de cada filme, uma introdução, e no final um debate sobre os filmes visionados.»

in Cultura Online

6.2.10

PÚBLICO: Do cinema à Escola do Porto

Amílcar Correia [opinião 06.02.10]

«Numa cidade onde o cinema se entrincheirou em meia dúzia de salas, a vantagem para o Porto da criação de um pólo da Cinemateca Portuguesa, ou seja lá o que lhe queiram chamar, não se esgota na evidente riqueza da sua oferta cinematográfica. O modelo de um pólo da Cinemateca dividida por três outros pólos, independentemente do que se possa dizer sobre a opção, tem, pelo menos, a virtude de definir uma finalidade para edifícios que mereciam ser tratados de outro modo e aos quais deveria ser atribuída uma utilidade pública, pois foi para isso que foram concebidos.

A premiada Casa das Artes e a Casa do Cinema Manuel de Oliveira são dois dos edifícios da cidade que melhor representam o que se convencionou chamar de Escola do Porto. As duas obras da autoria de Eduardo Souto Moura, ainda que por razões diferentes, permanecem de portas fechadas. A Casa das Artes continua estupidamente inactiva e a Casa do Cinema, por razões que nunca foram suficientemente esclarecidas, nunca chegou sequer a ter qualquer actividade regular. Acresce que ambas precisam de obras e que a segunda ostenta já alguns sinais de degradação.

Nenhuma cidade decente pode pactuar com o esvaziamento a que têm sido condenadas nos últimos anos. E se tivermos em conta que o terceiro vértice deste pólo da Cinemateca é o Museu de Serralves, de Siza Vieira, não é difícil imaginar todas as potenciais relações que podem ser exploradas entre o cinema e a arquitectura do Porto.

Em qualquer cidade que se preze, estas três obras fariam parte de um roteiro de arquitectura moderna. Mesmo que o Porto não seja Chicago, que teve a sua escola antes de todas as outras, a abertura ou reabertura daquelas duas obras é um bom álibi para que a cidade repare no que tem de melhor e deixe, por um momento, os lugares-comuns de sempre.»

in Público


3.2.10

PÚBLICO: Ainda não há obras na Casa das Artes nem data para o pólo da Cinemateca no Porto

Nova directora da Cinemateca Portuguesa vai visitar o edifício para avaliar as condições existentes e dar início ao processo burocrático para concretizar o projecto (03.02.10)

«A recém-empossada directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, deverá deslocar-se ao Porto nos próximos dias para visitar a Casa das Artes e avaliar as condições do edifício desenhado por Eduardo Souto Moura para acolher o pólo portuense da instituição que dirige. Segundo fonte oficial do Ministério da Cultura, a visita deverá sinalizar o arranque do processo de concretização do projecto de instalação da Cinemateca no Porto, cuja abertura o anterior ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, chegou a anunciar ainda para o ano de 2009, e que a nova ministra, Gabriela Canavilhas, assumiu já como uma das prioridades do actual mandato.

As obras necessárias à instalação do pólo da Cinemateca no Porto, há muito anunciadas, ainda não arrancaram, afinal. Todavia, uma informação ontem enviada ao PÚBLICO pelo gabinete de imprensa do Ministério da Cultura reafirma que "existe, efectivamente, a intenção de efectuar obras na Casa das Artes que permitam conter a degradação daquelas instalações e reabilitar o espaço por forma a tão rapidamente quanto possível devolver a sua utilização à fruição cultural". O edifício da Rua de Ruben A está encerrado há vários anos e chegou a sofrer, em tempos, um desabamento parcial do tecto, apesar de continuar a ser demandado por turistas estrangeiros que, invariavelmente, batem com o nariz na porta.» (continua)